segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Quem é quem nas eleições? Alguns prováveis cenários da última pesquisa de Agosto

Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo
Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo
Segundo pesquisa XP Investimentos/Ipespe, de acordo com artigo da Revista Fórum, Bolsonaro perde no 2º turno. Isto é bom porque Bolsonaro apoia plano do governo Temer. Isto quer dizer que a grande maioria dos que votam nele, votam iludidos, mas aos poucos vão conhecendo a verdadeira face do candidato. Como Bolsonaro pode ser mudança se apoia o plano de governo de Temer? É simples de entender, né?!
Da mesma forma Alckmin, Amoedo e Álvaro Dias são apoiadores do plano Temer. Marina Silva pode ser colocada neste pacote porque os seus economistas são o liberal Eduardo Giannetti e o antigo economista do PSDB, André Lara Resende. Portanto, Marina é farinha do saco de Temer.
A pesquisa (link do artigo logo abaixo) mostra também que os donos do golpe poderiam querer trocar Alckmin por Amoedo, já que este está dentro dos 4%. A vantagem é que Amoedo faz melhor figura na direita, pois não tem um puleiro de pato como é o Alckmin das merendas, dos rodoanéis, dos aliados de contas inexplicáveis, etc. 
Amoedo presidente será um Temer da vida, pois tem como economista Gustavo Franco, que foi presidente do BC-Banco Central nos governos do PSDB (1995 a 2002). Gustavo já declarou que apoio as reformas do Temer.
Outro fato que as pesquisas mostram é que quando coloca Alckmin no lugar de Bolsonaro no 2º turno, os votos de Bolsonaro vão em grande parte para Alckmin. Isto quer dizer que os eleitores de Aécio, que se diziam contra a corrupção, como se sabia, são contra o PT e não contra a corrupção. 
Lula consegue transferir parte de seu eleitorado para Fernando Haddad. Ciro vem como um candidato de médio porte, com bom eleitorado e figura de peso para o 2º torno. Boulos soma com seu 1%. A única coisa que o bloco progressista tem que fazer é não criar arestas intransponíveis dentro do grupo. Fato que tem ocorrido entre lulistas e ciristas.
No segundo turno, de um lado deve ser um do grupo progressista (Haddad mais provável, ou quem sabe, Ciro Gomes) e outro da direita (Bolsonaro, Marina ou Alckmin. A chance de Amoedo depende do que a grande mídia decidir...). A estes da direita, juntam-se todos os demais nanicos. A dúvida é o Cabo Daciolo, que diverge dos progressistas nos costumes e apoia politicamente uns conceitos de centro-esquerda. O que pesará mais para decisão de Daciolo?
Aguardar os próximos capítulos com o andamento do horário eleitoral.

Houve e continua havendo um golpe. É preciso desarmá-lo

Eu tenho defendido o voto em Ciro, Haddad ou Boulos. Os únicos candidatos que têm uma postura contra o golpe que aí está.
Os demais: Bolsonaro, Alckmin, Amoedo, Álvaro Dias, são a continuidade do golpe. Não se iluda! Se algum deles ganhar, continuará a tarefa de Temer, por um foto bem simples: ELES VOTARAM A FAVOR DO GOLPE NO POVO BRASILEIRO! ELES DÃO SUSTENTAÇÃO A TEMER!
O único jeito, neste cenário, de tentar neutralizar os que deram o golpe no povo brasileiro, é ganhar a presidência. Daí um presidente trabalhista-progressista terá algum poder para procurar colocar do seu lado alguns parlamentares que votaram pelo golpe, para poder ditar uma agenda num governo que desmonte o golpe.
Mas, há uma ressalva. Isto só pode ser feito com aquele golpista de centro, porque este estará onde o presidente estiver. Para onde o presidente for ele vai. Imagino que é o que espera Haddad, ao apoiar alguns que estão neste grupo de golpistas.
Só que há aquele golpista que, como diz a música cantada por Moraes Moreira, "não tem remédio". São os golpistas do PSDB e setores do DEM, PPS, PSL, PP, etc. Estes tem lado. Estes são os obreiros do golpe que se juntaram a setores da grande mídia, Judiciário, MP, Legislativo e alto empresariado nacional, sob a regência dos donos do golpe: a elite que comanda os EUA. Se quiser parar o golpe, não pode haver tolerância possível a este grupelho!
Se o eleitor for pensar a eleição politicamente, o caminho é por aí.



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Geraldo Alckmin no JN

Até a bisavó do cego Aderaldo sabe que Geraldo Alckmin é o candidato do sistema Globo, assim também do esquema no judiciário e MP que deu o golpe do impeachment em Dilma,
Mais: o PSDB de Alckmin é quem governa o Brasil através da caneta do Temer. Todas as reformas que Temer tomou foram com o voto fechado do PSDB. Então não é exagero dizer que politicamente, Geraldo é Michel.
Então, por que os parciais entrevistadores do sistema Globo apertaram Alckmin 
com algumas perguntas sobre corrupção e até com certa insistência? Uma resposta seria o fato de saber que o sistema através de Alckmin ou Bolsonaro, estará representado no 2º turno das eleições. Esta é a ideia que as pesquisas mostram. Ainda, se vier Álvaro Dias, Henrique Meirelles ou Marina Silva (esta com uma ou outra divergência), a Globo terá seu candidato concorrendo.
Alckmin ao questionado sobre segurança dá a resposta da política do governo Temer para a área: mais repressão. Citou inteligência mas não destacou nenhuma ação efetiva. Desta, só aparato para reprimir. Isto que o Bolsonaro anda apregoando.
Por sinal uma política que já é a tônica no Brasil, sem avançar qualquer resultado positivo. Os números que Alckmin adiantou de diminuição da violência, especialistas na área dizem que o governo de São Paulo deixa de registrar números. Enfim, este é o quadro.
Alckmin não foi aborrecido sobre o caso das merendas, sobre a dureza em relação ao tratamento de profissionais da educação em seu governo.
Quando disse que as contas no seu estado estão equilibradas, os entrevistadores não quiseram lembrar que funcionários estão sem aumento a anos e etc. etc. etc.
Não se iluda: quem não gostar do governo Temer, e sua ponte para desgraça, não vote em Alckmin.
O grande problema é que o eleitor por não gostar de um certo candidato, acaba votando no outro sem se questionar, sem pesquisar. É bom lembrar que o que está ruim pode ficar bem pior. Alckmin é esta figura que nos lembra isto.
Ele é assessorado pelo economista Pérsio Arida. Isto diz bem o quem ele é. Arida é um dos economistas que foi responsável pelos rumos do país no governo do PSDB nos tempos tenebrosos do presidente Fernando Henrique.
Portanto, quando olhar para Alckmin, veja Temer. E o Brasil não aguenta dois vampiros a sugar o emprego, a renda, e os direitos do povo brasileiro.

Bolsonaro no JN

No início Bonner interpelou Bolsonaro sobre os filhos que estão todos na vida pública. Disse que o candidato se vendia como novo, sem sê-lo, pois tem 28 anos de mandato. Bolsonaro disse não ter filhos na Lava Jato e que o povo do Rio de Janeiro e São Paulo assim o desejou elegê-los.
Os entrevistadores o questionaram sobre seu super-ministro Paulo Guedes. O que não foi dito nem pelos entrevistadores nem por Bolsonaro é que Paulo Guedes não é só economista, é também banqueiro. O Brasil tem mais da metade do orçamento comprometido com juros da dívida aos bancos. Portanto, Paulo Guedes, banqueiro, como Ministro da Fazenda, não vai administrar o "peito da vaca" pra os bancos em vez do povo? Elementar...!
Hoje em dia, os bancos, compram tudo no Brasil. Portanto não é atoa que Paulo Guedes fala tanto em privatizar tudo, também. A saúde, inclusive. Caberia perguntar a ele, como o cidadão que não tem plano de saúde, e isto é a grande maioria do povo brasileiro, e se não tem dinheiro, vai pagar uma cirurgia de 10 mil reais, hoje paga pelo SUS. Colocar um revolver na cintura não vai resolver este problema...
Quando questionado sobre as declarações do seu vice, General Mourão, Bonner não deixou claro, mas fez Bolsonaro entender se a democracia não correria risco num governo dele. Lembrou da ditadura de 64, fato creditado pela imensa maioria dos historiadores sérios, nas palavras de Bonner. Bolsonaro fez como em outras vezes, pisou o calo da Globo lembrando o editorial de apoio da Globo ao golpe de 64. Citou, decorado parte daquilo que Roberto Marinho escreveu. Bonner ficou possesso. Entendi na frase de Bonner: "candidato, o senhor vai citar isto, novamente?", como ameaça velada.
Bolsonaro será um desastre se Presidente da República. Tudo que ele defende não é novo e é desastroso onde foi executado - arrocho, perda de direitos, diminuição do estado pra os que precisam do estado, etc - mas Bolsonaro tratou a Globo como a esquerda nunca teve coragem. Nem Lula, nem a Dilma. Tentaram contemporizar, colocar panos mornos, e recebem a rebordosa por conta disto, também. O Bolsonaro vai pra cima, sem rodeios, sem meias palavras. Ele não é um bom candidato pra o povo mas presta um grande serviço no que se trata disto.
O povo precisa saber que quando assiste a Globo, está sendo adestrado a ser contra si próprio sem percebê-lo. Portanto a atitude de Bolsonaro é bem-vinda.
A única questão que une Globo e Bolsonaro e que não é deixado claro pra o eleitor é onde eles se abraçam: com Paulo Guedes. Por isto, PG não foi destratado por Bonner.
O JN que paga os salários de Bonner e Renata e entrevista Bolsonaro, cobra o mais caro minuto do telejornalismo do país. Os bancos financiam o JN. Veja que no intervalo do jornal, sempre tem uma publicidade de algum banco. Neste ponto, o JN e Bolsonaro se encontram, sem brigas, sem desentendimento.
E o povo, que todas as noites assiste o JN, é adestrado enquanto ouve a voz aveludada do Bonner e olha àquela cara de bom moço.
Apesar de todo atrito, é certo que se Alckmin não for para o segundo turno, e parece que não vai, a Globo vai ser obrigada a agasalhar a candidatura de Bolsonaro, para não ver o PT, provável adversário, ganhar a eleição.
É tudo uma questão de onde você está. O JN sempre vai estar do lado de quem lhe dá lucro. E num segundo turno, parece ser Paulo Guedes através de Bolsonaro.

Ciro no JN

Ciro é, com Lula e Boulos, o candidato que mais domina o entrevistador. Ciro é muito inteligente e comunicativo.
Bonner e Renata sabendo disto, concentraram a entrevista em todos os pontos negativos do Ciro. A intenção era tirar o brilho do entrevistado nos temas que o favorecia.
Sobre corrupção, como não tem o que dizer dele, focaram nos aliados.
Insistiram em uma suposta incoerência Ciro ter Kátia Abreu como Vice. Ora, elementar: política é a arte de conviver com os extremos, mediar conflitos e por aí vai. Um presidente vai ter que negociar com deus e o diabo.
sobre a questão do SPC, as perguntas do Bonner e da Renata mais tentavam passar ao eleitor a ideia de que estavam na frente dele um mentiroso, enganador. Tudo isto para desacreditar o candidato Ciro Gomes. E esta questão é algo tão simples de entender. Algo do dia dia do povo. Mas, o objetivo do Bonner era confundir o eleitor e tentou jogar com as palavras, para tornar algo tão simples em algo complicado, e procurar desacreditar o candidato diante do eleitor-espectador.
O mal de Ciro é que não procurou se impor aos entrevistadores. Respeitou demais como se não estivesse na frente de adversários. E se um político está com um entrevistador que já sabe que é seu adversário, não pode respeita-lo. É como num jogo de futebol quando um time respeita demais o outro e recua, possivelmente, vai acabar tomando um gol. Foi isto que Ciro fez, e apesar de dar boas e às vezes razoáveis respostas, passou a ideia de insegurança e certo nervosismo ao eleitor, e pior, aos entrevistadores. Foi o maior erro dele. 
Portanto, Ciro, dono da palavra, o candidato mais preparado, junto com Lula, e mais articulado, comunicativo, junto com Lula e Boulos,  não fez uma primeira parte da entrevista como tinha potencial de fazê-lo. Tudo porque não se comportou como quem está diante de adversários, quando na verdade estava.
Quando o assunto caminhou pra economia, Ciro nadou de braçada. É o forte dele. Por isto, Bonner e Renata passaram a maior parte do tempo evitando o assunto e só procurando os pontos negativos do candidato Ciro Gomes.
Se Ciro tratasse os entrevistadores Bonner e Renata como fez com a bancada da GloboNews, teria sido um massacre.
O seu pecado foi este!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

A esquerda brasileira e as primárias dos Estados Unidos

A esquerda brasileira poderia adotar eleições primárias ao estilo de algumas nações mundo afora. O caso mais conhecido, as primárias dos EUA, onde os candidatos dos partidos Democratas e Republicanos votam pra escolher seus candidatos. Isto ajuda os partidos a chegarem mais coesos, sem maiores divisões no pleito.
Se a esquerda, num grande bloco fizesse o mesmo, quem sabe hoje não estaria com seus melhores quadros com as entranhas podres de fora a menos de 3 meses do pleito.
Lula e Ciro Gomes estão aí de parebelum na mão. A trincheira de luta, antes do dia da eleição, é viabilizar seu bloco e inviabilizar seus adversários. E o primeiro adversário para cada um não está muito longe, está entre seus aliados de sempre.
É a lei da sobrevivência!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

O fogo cruzado entre lulistas e ciristas

A direita brasileira deu o golpe e nitidamente a situação do Brasil só pirou. E piora cada dia mais, e a passos largos. Hoje, qualquer pessoa que não seja fanática contra o PT, percebe isto.

Portanto, o óbvio, é que este projeto da direita anti-nacional, que colocou o Brasil em tal situação, no voto, dificilmente ganha as eleições.

Por conta disto, parece mais certo dizer que o maior inimigo da esquerda tem sido a própria esquerda. Na imprensa e nas redes sociais, tem havido um fogo cruzado entre simpatizantes de Lula e Ciro Gomes. Não raro, mais coração que razão.

Os simpatizantes do lulismo fazem as acusações mais absurdas a respeito de Ciro Gomes: que ele é de direita, que é um traidor, não merece confiança, etc. Esquecem-se que Ciro mentem-se há décadas como parceiro do projeto político do PT. Se se ocupassem a ver os vídeos de Ciro no youtube e pesquisassem sua história política, veriam facilmente que ele não é de direita. Ciro é um político de centro-esquerda, assim como foi o governo do PT. E por isto a parceria entre ambos.

Ciro, também, é certo, exagerou no tom das críticas ao PT. Foram descabidas algumas posturas. Acho natural que ele, como candidato, queira marcar sua independência do Lula; natural que não queira ser "um puxadinho do PT", como já disse, mas foram desnecessárias certas críticas ao partido do Lula e ao próprio Lula, principalmente neste momento delicado da prisão do ex-presidente.

Qualquer entrevista de Ciro e a imprensa golpista procura destacar alguma frase, de forma que possa melar a imagem de Ciro perante os petistas. Claro, também, que setores do PT têm interesse em queimar Ciro perante o eleitorado de esquerda para segurar sua hegemonia no bloco. Isto está mais que claro.

O Lula, ou qualquer um outro candidato do PT, vai precisar dos votos do Ciro no 2o turno. Ciro, se chegar ao 2o turno, não tem chances sem o PT. Por isso, alguém tem que pôr ordem à esquerda, pois, o inimigo é outro.

Está na hora de alguém chamar as duas partes e colocar ordem na casa. Antes que seja tarde demais.

Temos uma eleição para ganhar!